A sudorese excessiva, ou hiperidrose, ocorre por alterações em gânglios e se carateriza por um por uma condição em que a pessoa sua mais do que ela precisaria para regular a sua temperatura corporal (portanto suar muito em dias quentes e após atividade física não conta).
Muitas vezes essa sudorese anormal leva a uma piora da qualidade de vida, principalmente por conta de constrangimento e prejuízo às relações interpessoais e pode prejudicar até o exercício de algumas atividades profissionais.
A medicina ainda não descobriu a causa disso. Mas a boa notícia é que existem vários tratamentos para hiperidrose! Os tratamentos vão desde remédios, como a oxibutinina, a tratamentos invasivos, como aplicação de botox e cirurgia, geralmente realizada por vídeo.
A decisão médica sobre o benefício de tratar cada caso e o tipo de tratamento mais indicado depende do quanto a hiperidrose impacta a vida do paciente negativamente. Essa avaliação é feita a partir de consulta médica e auxiliada por questionários de qualidade de vida, como o HDSS (sigla do inglês que significa escala de gravidade da doença hiperidrose).
Ainda não existe um método objetivo (exame) confiável que consiga medir o suor e determinar se ele é excessivo ou não.
Assim sendo, se você acha que o seu suor é um problema na sua vida, o melhor é conversar com um médico que trate hiperidrose, como cirurgiões vasculares, torácicos ou dermatologistas.
Caso seja optado pelo tratamento, vale ressaltar que o melhor tratamento para hiperidrose nem sempre é a cirurgia. Apesar de a cirurgia, que é feita com tratamento dos gânglios doentes de forma minimamente invasiva (simpatectomia por videotoracoscopia), ser muito segura e ser o único tratamento definitivo, resolvendo o problema com ótimos resultados, ela não é livre de riscos significativos. É importante ressaltar que todos os procedimentos invasivos envolvem riscos, devendo ser adequadamente indicados e realizados por profissional capacitado. A complicação mais frequente é a hiperidrose compensatória, uma espécie de efeito rebote que ocorre em outra área do corpo. Complicações mais graves, com necessidade de UTI ou com risco a vida são raríssimas, embora não sejam inexistentes e é importante estar ciente disso. Então a nossa recomendação é que antes de partir para a cirurgia, outros tipos de tratamentos devem ser tentados, como botox local e remédio. Para os casos que não melhorarem, a cirurgia é a melhor opção.