Tromboembolismo venoso é o nome que damos para condições em que há formação de um coágulo gerando entupimento de um vaso, como na trombose venosa e no tromboembolismo pulmonar.
A formação do coágulo pode ser desencadeada por uma alteração no fluxo sanguíneo, por exemplo quando ele fica mais lento porque a veia se encontra estreitada – como ocorre na Síndrome de Cockett; por uma lesão no endotélio, que é a camada mais interna da veia, por exemplo pelo tabagismo; ou por um estado de hipercoagulabilidade, isto é, quando o corpo se torna propenso a ficar formando coágulos, o que pode ocorrer fisiologicamente, como na gestação, ou em doenças, como o câncer.
A trombose venosa profunda ocorre quando há o entupimento de uma veia profunda de algum membro por um coágulo (trombo). Quando a veia fica entupida, isso atrapalha o retorno do sangue do membro para o coração, levando a uma dor repentina e inchaço no membro, que são os principais sintomas da trombose. O quadro pode vir acompanhado também de alterações sistêmicas, como mal estar e até mesmo febre baixa. Quanto maior a veia entupida, piores os sintomas e maior a gravidade, especialmente se houver migração do coágulo para o pulmão (embolia pulmonar).
Tromboembolismo pulmonar é quando um coágulo entope uma artéria do pulmão. Esse coágulo pode ter se formado localmente (trombo) ou pode decorrer de uma migração do trombo da perna nos casos de trombose venosa profunda (embolia). A consequência desse entupimento é o infarto pulmonar e o prejuízo à função pulmonar, que é oxigenar o sangue. Dependendo do caso, pode ser silencioso e leve, mas pode também ser grave, com dor no peito, falta de ar, baixa oxigenação e até morte.
Na maioria das vezes é possível tratar tanto a trombose venosa profunda quanto o tromboembolismo pulmonar com segurança e eficácia com medicamentos anticoagulantes.
Dra. Andressa Louzada