Ir para o conteúdoInício » Estenose da Carótida

A estenose da carótida é o estreitamento das artérias carótidas, importantes vasos sanguíneos localizados no pescoço que levam sangue ao cérebro. Na maioria das vezes, ocorre pelo acúmulo progressivo de placas de aterosclerose na parede da artéria.
Também conhecida pelos pacientes como “placa na carótida” ou “carótida entupida”, essa condição merece atenção principalmente por sua relação com o acidente vascular cerebral (AVC).
A estenose pode evoluir durante anos sem provocar sintomas. Em alguns casos, a primeira manifestação ocorre quando a placa interfere na circulação cerebral, causando um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um AVC.
Trata-se de uma doença silenciosa na maior parte do tempo, cuja gravidade está diretamente ligada ao risco de comprometer a circulação cerebral. O acompanhamento é importante mesmo sem sintomas, já que o grau de estreitamento e as características da placa ajudam a definir a conduta.
O tratamento depende principalmente do grau da estenose, presença ou ausência de sintomas e características da placa e do paciente. Pode envolver controle dos fatores de risco, medicamentos e, em casos selecionados, procedimentos para restabelecer adequadamente o fluxo sanguíneo.
A estenose da carótida ocorre quando há um estreitamento da artéria causado pelo acúmulo progressivo de placas de aterosclerose em sua parede. Essas placas são formadas por colesterol, gordura, cálcio e outros componentes.
Com o passar do tempo, a placa pode aumentar e reduzir o espaço disponível para a passagem do sangue. Por isso, a condição também é conhecida popularmente como “placa na carótida” ou “carótida entupida”.
O principal risco, porém, não está apenas no grau de estreitamento. Fragmentos da placa ou pequenos coágulos formados sobre ela podem se desprender, seguir pela circulação até o cérebro e obstruir uma artéria cerebral.
Esse processo pode causar um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um acidente vascular cerebral (AVC), que é a principal complicação da estenose da carótida.
As artérias carótidas são importantes vasos sanguíneos localizados nos dois lados do pescoço, responsáveis por levar sangue rico em oxigênio para o cérebro, a face e outras estruturas da cabeça.
Cada carótida se divide em dois ramos principais: a carótida interna, que leva sangue principalmente para o cérebro, e a carótida externa, que irriga grande parte da face e do couro cabeludo. É justamente na bifurcação, ponto onde a artéria se divide, que as placas de aterosclerose costumam se formar com mais frequência, por ser uma região de maior turbulência do fluxo sanguíneo.
Por participar diretamente da circulação cerebral, alterações na carótida interna, como a estenose causada por placas de aterosclerose, podem aumentar o risco de eventos neurológicos, incluindo o AVC.
Pode ser. A gravidade da estenose da carótida depende principalmente do grau de estreitamento, da presença de sintomas e das características da placa de aterosclerose.
Muitas pessoas permanecem sem sintomas por anos. Em outros casos, a primeira manifestação pode ser um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um acidente vascular cerebral (AVC).
Os sintomas relacionados a estenose carotídea são principalmente a perda de força de um lado do corpo (hemiparesia), que pode ser parcial ou total (hemiplegia) e predominante no braço ou na perna, e alteração da visão, como perda abrupta e breve de uma visão (amaurose fugaz).
O AIT provoca sintomas neurológicos temporários, que desaparecem completamente após um curto período. Apesar da melhora, o AIT é um importante sinal de alerta, pois pode preceder um AVC. Por isso, sintomas neurológicos súbitos devem ser considerados uma emergência, mesmo quando desaparecem espontaneamente. A avaliação médica deve ser realizada o mais rapidamente possível.
Já o AVC pode ter gravidade bastante variável, dependendo do tipo (isquêmico ou hemorrágico), da área do cérebro afetada, da extensão da lesão e da rapidez do tratamento. A interrupção da circulação cerebral causa uma lesão no tecido do cérebro e pode deixar sequelas permanentes, embora alguns pacientes também possam apresentar recuperação completa dos sintomas.
Sim. Essa é uma das principais características da doença: ela pode evoluir de forma silenciosa por anos e só se manifestar quando já há comprometimento significativo da circulação cerebral, muitas vezes através de um AIT ou de um AVC.
Por esse motivo, pessoas com fatores de risco cardiovascular importantes, como idade mais avançada, hipertensão, diabetes, tabagismo ou histórico de doença aterosclerótica em outras artérias, podem se beneficiar de uma avaliação preventiva com ultrassom Doppler das carótidas, mesmo sem sintomas especialmente se houver, por exemplo, um sopro carotídeo identificado no exame físico.
A estenose da carótida geralmente se desenvolve lentamente, e o estreitamento da artéria, por si só, não costuma causar dor ou outros sinais perceptíveis.
O cérebro possui uma importante capacidade de adaptação às reduções graduais do fluxo sanguíneo. Conforme a placa de aterosclerose cresce ao longo dos anos, outras artérias podem ajudar a manter a circulação cerebral por meio da chamada circulação colateral. Por isso, mesmo uma estenose significativa pode permanecer sem sintomas.
O maior risco surge quando a placa se torna instável e fragmentos ou pequenos coágulos se desprendem, alcançando a circulação cerebral. Esse processo pode ocorrer de forma súbita, sem qualquer chance de compensação naquele território, podendo provocar um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um AVC.
Por isso, o risco associado à estenose da carótida não depende apenas da porcentagem de estreitamento. A presença de sintomas, o grau da estenose, as características da placa e outros fatores individuais também são considerados para avaliar o risco de AVC e definir a melhor estratégia de tratamento.
A estenose da carótida se desenvolve principalmente devido à aterosclerose, um processo que começa com alterações no revestimento interno da artéria, chamado endotélio, favorecidas por fatores como colesterol elevado, hipertensão, diabetes e tabagismo. Com o tempo, colesterol, células inflamatórias, cálcio e outros componentes vão se acumulando na parede do vaso, formando as chamadas placas de aterosclerose.
Na carótida, essas placas tendem a se formar principalmente na região da bifurcação, ponto onde a artéria se divide, pois as características do fluxo sanguíneo nesse local favorecem o desenvolvimento da aterosclerose.
Ao longo dos anos, a placa pode crescer, acumular cálcio e provocar um estreitamento progressivo da artéria, um processo que geralmente se desenvolve ao longo de muitos anos.
Além de estreitar a carótida, algumas placas podem se tornar instáveis e mais vulneráveis à ruptura, favorecendo a formação de coágulos sobre sua superfície. Fragmentos da placa ou desses coágulos podem então se desprender e alcançar a circulação cerebral, aumentando o risco de ataque isquêmico transitório (AIT) e acidente vascular cerebral (AVC).
A principal causa da estenose da carótida é a aterosclerose, processo de formação de placas na parede das artérias. Diversos fatores aumentam a probabilidade de desenvolver e acelerar essa doença ao longo da vida.
Os principais fatores de risco para estenose da carótida incluem:
Alguns desses fatores, como tabagismo, pressão alta, colesterol elevado, diabetes e excesso de peso, podem ser controlados ou modificados. Outros, como idade e predisposição familiar, não podem ser alterados.
A aterosclerose também pode afetar outras artérias do organismo. Por isso, pessoas com doença coronariana, doença arterial periférica ou aterosclerose em outros territórios podem apresentar maior probabilidade de doença nas carótidas.
O controle adequado dos fatores de risco é uma parte fundamental tanto da prevenção quanto do tratamento da estenose da carótida.
O risco de desenvolver estenose da carótida aumenta com a idade e com a presença de fatores que favorecem a aterosclerose.
A doença é mais frequente em pessoas que apresentam múltiplos fatores de risco cardiovascular e naquelas que já possuem sinais de aterosclerose em outras partes do organismo, como pacientes com doença coronariana, doença arterial periférica ou histórico de AVC ou AIT.
Ter fatores de risco, entretanto, não significa que todas as pessoas devam realizar ultrassom Doppler das carótidas de rotina. A necessidade de investigação deve ser avaliada individualmente, considerando idade, histórico clínico, exame físico e risco cardiovascular.
Sim. O AVC isquêmico é a principal complicação da estenose da carótida.
O cérebro precisa receber continuamente sangue rico em oxigênio e nutrientes para que suas células funcionem normalmente. Quando uma artéria cerebral é obstruída e uma região do cérebro deixa de receber sangue suficiente, as células nervosas começam rapidamente a sofrer pela falta de oxigênio.
Na estenose da carótida, isso ocorre principalmente quando fragmentos da placa de aterosclerose ou pequenos coágulos formados sobre ela se desprendem e seguem pela circulação até o cérebro, onde podem bloquear uma artéria. Em estenoses muito importantes, a própria redução do fluxo pela carótida também pode contribuir para diminuir a irrigação cerebral, especialmente quando a circulação colateral não é suficiente.
Quando a circulação é restabelecida antes que ocorra uma lesão permanente do tecido cerebral, o episódio pode se manifestar como um ataque isquêmico transitório (AIT). Quando a falta de sangue provoca uma lesão no cérebro, ocorre o AVC isquêmico, que pode deixar sequelas neurológicas permanentes.
Por isso, o diagnóstico de estenose da carótida deve ser avaliado por um cirurgião vascular. O especialista analisa o grau de estreitamento, a presença de sintomas, as características da placa e outros fatores individuais para estimar o risco de AVC.
A partir dessa avaliação, é possível definir a estratégia mais adequada para prevenção do AVC, que pode incluir controle rigoroso dos fatores de risco, medicamentos e, em pacientes selecionados, procedimentos como endarterectomia da carótida ou tratamento endovascular com stent.
O diagnóstico da estenose da carótida combina a avaliação clínica com exames de imagem capazes de identificar as placas de aterosclerose e determinar o grau de estreitamento da artéria.
A investigação começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas e o histórico do paciente. O médico procura identificar episódios que possam representar um AIT ou AVC, como perda súbita da visão de um olho, fraqueza ou dormência de um lado do corpo e dificuldade para falar ou compreender a fala.
Também são avaliados fatores de risco como hipertensão, colesterol elevado, diabetes e tabagismo, além do histórico de infarto, doença arterial periférica ou eventos neurológicos prévios. No exame físico, a ausculta do pescoço pode identificar um sopro carotídeo, embora sua presença ou ausência não seja suficiente para confirmar ou excluir a doença.
O ultrassom Doppler das carótidas geralmente é o primeiro exame utilizado. É não invasivo, não utiliza radiação ou contraste e permite visualizar as placas de aterosclerose e analisar o fluxo sanguíneo.
A partir das características da placa e, principalmente, das velocidades do fluxo, é possível estimar o grau de estenose da carótida.
A angiotomografia utiliza tomografia computadorizada e contraste para produzir imagens detalhadas das carótidas. Permite confirmar o grau e a localização da estenose, avaliar calcificações e estudar a anatomia dos vasos.
É especialmente importante quando existe indicação de intervenção, pois fornece informações úteis para o planejamento da endarterectomia ou do tratamento endovascular com stent.
A angiorressonância também permite avaliar as carótidas e a circulação cerebral, mas utiliza ressonância magnética e não emprega radiação ionizante. Pode ser realizada com ou sem contraste e funciona como alternativa à angiotomografia em situações selecionadas.
A arteriografia fornece imagens detalhadas das carótidas, mas, por ser invasiva, não é utilizada de rotina para o diagnóstico. Atualmente, costuma ser reservada para casos selecionados ou associada ao planejamento e à realização de procedimentos endovasculares.
Após o diagnóstico, o cirurgião vascular analisa os exames em conjunto com os sintomas, o grau da estenose e as características do paciente. Essa avaliação é fundamental para estimar o risco de AVC e definir se o tratamento deve ser clínico ou se há indicação de cirurgia ou tratamento endovascular da carótida.
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) classifica a estenose da carótida de acordo com a porcentagem de estreitamento da artéria. Essa medida ajuda a determinar a gravidade da doença e, em conjunto com outras características do paciente, orienta a escolha do tratamento.
De forma simplificada, podemos dividir a estenose em:
O grau de estreitamento é uma das principais informações utilizadas para estimar o risco de AVC, mas não deve ser analisado isoladamente. A presença de sintomas neurológicos, as características da placa e as condições clínicas do paciente também são fundamentais.
A partir dessa avaliação, o cirurgião vascular define se o paciente deve permanecer em tratamento clínico e acompanhamento periódico ou se existe indicação de tratamento cirúrgico ou endovascular da carótida para reduzir o risco de AVC.
O tratamento da estenose da carótida tem como principal objetivo reduzir o risco de AVC. A escolha depende do grau de estreitamento da artéria, da presença de sintomas neurológicos, das características da placa e das condições clínicas de cada paciente.
De forma geral, o tratamento pode envolver medicamentos e controle dos fatores de risco e, em pacientes selecionados, cirurgia ou tratamento endovascular.
O tratamento clínico é fundamental para os pacientes com doença carotídea e busca reduzir a progressão da aterosclerose e o risco de formação de coágulos.
Pode incluir:
Pacientes que não apresentam indicação de intervenção também devem realizar acompanhamento periódico, que pode incluir ultrassom Doppler das carótidas para avaliar a evolução da estenose.
A endarterectomia da carótida é a cirurgia tradicional para tratar estenoses importantes. Por meio de uma incisão no pescoço, o cirurgião acessa a carótida, abre a artéria e remove diretamente a placa de aterosclerose que está causando o estreitamento.
Em pacientes adequadamente selecionados, a cirurgia reduz o risco de AVC e permanece uma das principais formas de tratamento da estenose carotídea significativa.
O tratamento endovascular da carótida é um procedimento minimamente invasivo, realizado por dentro dos vasos sanguíneos, sem a necessidade da incisão no pescoço utilizada na cirurgia aberta.
Por meio de uma punção arterial, um cateter é conduzido pelos vasos sanguíneos até a artéria carótida comprometida. No local da estenose, é implantado um stent, uma pequena estrutura metálica expansível que mantém a artéria aberta e ajuda a estabilizar a placa contra sua parede.
Por ser realizado através de cateteres, o procedimento é menos invasivo e provoca menor agressão cirúrgica quando comparado à cirurgia aberta. Em pacientes adequadamente selecionados, pode apresentar resultados semelhantes à endarterectomia, sendo uma importante alternativa para o tratamento da estenose da carótida.
Por se tratar de uma intervenção delicada em uma artéria responsável pela circulação cerebral, o procedimento deve ser realizado por cirurgiões vasculares com experiência em técnicas endovasculares e no tratamento da doença carotídea.
A escolha entre tratamento clínico, endarterectomia ou tratamento endovascular com stent deve ser individualizada pelo cirurgião vascular. O objetivo é identificar a estratégia que ofereça a melhor relação entre benefício e risco para cada paciente, sempre com foco na prevenção do AVC.
A estenose da carótida tem tratamento e pode ser controlada. A aterosclerose, que é sua principal causa, é uma doença crônica e pode afetar diferentes artérias do organismo ao longo da vida.
O tratamento clínico, com controle do colesterol, pressão arterial, diabetes, tabagismo e uso adequado de medicamentos, ajuda a reduzir a progressão da doença e o risco de AVC.
Quando existe indicação, a endarterectomia ou o tratamento endovascular com stent podem tratar diretamente a estenose da carótida, removendo a placa ou restabelecendo adequadamente o fluxo pela artéria.
Mesmo após o tratamento, entretanto, é importante manter o acompanhamento com o cirurgião vascular e o controle dos fatores de risco, pois a aterosclerose continua sendo uma condição crônica e pode acometer outras artérias.
A prevenção do AVC em pacientes com estenose da carótida depende do controle rigoroso da aterosclerose e da avaliação do risco individual de cada paciente.
As principais medidas incluem:
Além dessas medidas, algumas estenoses apresentam risco de AVC suficientemente elevado para que o tratamento apenas com medicamentos e acompanhamento não seja a melhor estratégia. Nesses casos, pode haver indicação de cirurgia ou tratamento endovascular da carótida com o objetivo de prevenir um evento neurológico.
Por isso, quem recebe o diagnóstico de estenose da carótida deve ser avaliado por um cirurgião vascular, que poderá determinar o risco de AVC e definir a estratégia de prevenção mais adequada para cada caso.
Quem recebeu o diagnóstico de estenose da carótida, mesmo sem apresentar sintomas, deve procurar avaliação com um cirurgião vascular. O especialista poderá analisar o grau de estreitamento, as características da placa e os fatores de risco para definir o acompanhamento e a melhor estratégia para prevenção do AVC.
Já o aparecimento súbito de sintomas neurológicos deve ser considerado uma emergência médica. Procure imediatamente um pronto-socorro em caso de:
Esses sintomas podem indicar um AIT ou AVC e exigem avaliação imediata, mesmo que desapareçam completamente após alguns minutos.
No AVC, o tempo é fundamental: quanto mais rapidamente a circulação cerebral for avaliada e, quando possível, restabelecida, maiores são as chances de reduzir lesões cerebrais permanentes e sequelas.
A estenose da carótida ocorre principalmente pelo acúmulo de placas de aterosclerose nas artérias que levam sangue ao cérebro. A doença pode evoluir sem sintomas durante muitos anos, mas está associada ao risco de ataque isquêmico transitório (AIT) e acidente vascular cerebral (AVC).
O ultrassom Doppler das carótidas é o principal exame inicial para identificar as placas, avaliar o fluxo sanguíneo e estimar o grau de estreitamento da artéria. Em alguns casos, exames como angiotomografia ou angiorressonância podem complementar a investigação.
O tratamento depende do grau da estenose, da presença de sintomas e do risco individual de AVC. Pode envolver medicamentos, controle dos fatores de risco e acompanhamento periódico ou, em pacientes selecionados, tratamento cirúrgico ou endovascular.
A avaliação com um cirurgião vascular é fundamental após o diagnóstico de estenose da carótida. O especialista avalia o risco de AVC e define a estratégia mais adequada para cada paciente, com o objetivo de prevenir eventos neurológicos e evitar a progressão da doença.
A estenose da carótida tem tratamento e pode ser controlada. Embora a aterosclerose seja uma doença crônica, medicamentos e controle dos fatores de risco ajudam a reduzir sua progressão e o risco de AVC, enquanto casos selecionados podem ser tratados com cirurgia ou stent para corrigir o estreitamento da carótida.
A estenose da carótida merece maior atenção quando provoca 70% ou mais de obstrução da artéria ou quando surgem sintomas neurológicos, como perda de força, dificuldade para falar ou perda súbita da visão.
Nessas situações, o risco de AVC pode ser maior, e a avaliação com um cirurgião vascular é importante para definir se há indicação de tratamento cirúrgico ou endovascular.
O principal exame inicial é o ultrassom Doppler das carótidas, que permite visualizar as placas de aterosclerose, avaliar o fluxo sanguíneo e estimar o grau de estreitamento da artéria.
Em casos selecionados, a angiotomografia ou angiorressonância podem complementar a avaliação e fornecer imagens mais detalhadas das carótidas.
Não. Muitos casos podem ser tratados com medicamentos, controle dos fatores de risco e acompanhamento periódico.
A cirurgia ou o tratamento endovascular com stent são indicados em casos selecionados, principalmente quando a estenose é importante ou quando o paciente apresenta sintomas relacionados à doença, com o objetivo de reduzir o risco de AVC.
O especialista mais indicado é o cirurgião vascular com experiência em doenças arteriais e tratamentos endovasculares.
Esse profissional pode avaliar o risco de AVC e definir a melhor estratégia entre acompanhamento clínico, endarterectomia ou tratamento endovascular com stent. Dependendo do caso, neurologistas e cardiologistas também podem participar do cuidado.
Sim. A estenose da carótida é uma importante causa de AVC isquêmico.
Na maioria dos casos, o AVC ocorre quando fragmentos da placa de aterosclerose ou pequenos coágulos se desprendem e chegam às artérias do cérebro, interrompendo a circulação sanguínea. Em estenoses muito graves, a redução do fluxo sanguíneo também pode contribuir para o risco de AVC.
Nem sempre. A estenose da carótida pode permanecer silenciosa por muitos anos.
Quando provoca sintomas, eles geralmente surgem de forma súbita, como fraqueza ou dormência de um lado do corpo, dificuldade para falar ou perda da visão de um olho, podendo indicar um AIT ou AVC.
CRM-SP 182973 • RQE 93020
Dra. Andressa Louzada é cirurgiã vascular e endovascular, formada pela Faculdade de Medicina da USP, doutora em Cirurgia Vascular e professora da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, com formação acadêmica e científica também realizada na Harvard University.
Sua atuação reúne experiência clínica, pesquisa e técnicas modernas no diagnóstico e tratamento das doenças venosas e arteriais, com uma abordagem individualizada e baseada em evidências.
Avaliação individualizada e plano de tratamento personalizado apra seu caso